Com muita atitude escolheu
A Itaguaí para seu grande universo
Ao invés de centros do saber europeu
Com uma viúva ele se casou
Dona Evarista ela se chamava
Mas houve algo que lhe frustou
Filhos ela não mais lhe dava
Doutor Bacamarte elegeu,
Para seus trabalhos científicos
O recanto chamado "Casa Verde"
Destinado a tratamento psíquicos
Os primeiros alienados começaram
A povoar aquele hospício então,
Concentrando-se pessoas aos poucos
Aumentando a povoação
Dona Evarista sentia-se mal
E o sábio marido enxergou-lhe a dor
Compensou-lhe com uma viagem ao Rio
E foi por lá que por um tempo ficou
Crispim Soares era do Alienista
Grande amigo e confidente
Quando o doutor o mandou chamar
De sua idéia ficou logo ciente
Bacamarte lhe confidenciara
Algo que lhe chamou atenção
tratava-se de uma experiência
Algo entre a loucura e a razão
A loucura foi objeto de estudo
Até então perdida no oceano da razão
Começou pois a achar que era um continente
E essa foi sua suposição
As pessoas então se revoltaram
A "Casa Verde" quiseram destruir
Mas Bacamarte só se explicaria a Deus
Jamais a nenhum que quisesse insistir
Concluiu com isso o Alienista
Que o normal e exemplar era o desequilíbrio
E que se alguém fosse totalmente normal
Este teria que ser do hospício
Poesia feita pelos alunos:
Aurilene, Grazyelle, Noberlúcia, Nazaré,
Valdir, Valdécio, Robério, Edelson,
Juniely e Johnantan
Estudantes da 3ª série 'D' do Ensino Médio doCEPI
Aurilene, Grazyelle, Noberlúcia, Nazaré,
Valdir, Valdécio, Robério, Edelson,
Juniely e Johnantan
Estudantes da 3ª série 'D' do Ensino Médio doCEPI
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